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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Na Áustria, Viena celebra o Dia do Brasil com programação realizada pela ABRASA

 



Na Áustria, Viena celebra o Dia do Brasil com programação realizada pela ABRASA


Da Bahia a Leopoldina: antes do 7 de Setembro, a Independência já estava em movimento


A ABRASA – Casa do Brasil na Áustria, Ponto de Cultura e Memória Internacional Brasileiro na Áustria, reconhecido oficialmente pelo Ministério da Cultura do Brasil desde 2010, transforma o 2 de setembro em marco de memória Brasil–Áustria e abre, nos dias 3 e 4, uma nova etapa de sua agenda histórica e científica entre os dois países.

Viena / Salvador — setembro de 2026


A Independência do Brasil não começou nem terminou às margens do Ipiranga. Antes de setembro de 1822, a Bahia já vivia confrontos, mobilizações políticas e populares que colocavam em disputa a permanência do domínio português. Salvador, Cachoeira, Santo Amaro e diferentes localidades do Recôncavo tornaram-se territórios decisivos de resistência. A luta atravessaria 1822 e seria consolidada em 2 de julho de 1823, com a retirada definitiva das tropas portuguesas de Salvador.

O 2 de Julho preserva uma memória plural desse processo. Maria Quitéria, Maria Felipa, Joana Angélica e tantas outras presenças femininas, negras, indígenas e populares ajudam a revelar que a Independência foi muito maior do que um único gesto, um único personagem ou um único dia.

Foi no interior desse Brasil já em ebulição que, em 2 de setembro de 1822, Maria Leopoldina da Áustria, exercendo a regência na ausência de D. Pedro, presidiu a reunião extraordinária do Conselho de Estado que orientou a ruptura com Portugal. Cinco dias depois, o 7 de Setembro se tornaria o grande símbolo nacional da Independência.

“A Bahia mostra a Independência como luta. Leopoldina mostra que ela também foi decisão política. O 7 de Setembro transformou esse processo histórico em símbolo.”

LEOPOLDINA COMO PONTE ENTRE BRASIL E ÁUSTRIA

É nessa leitura ampliada da Independência que Maria Leopoldina ocupa um lugar de referência na trajetória da ABRASA – Casa do Brasil na Áustria. Austríaca, mulher e personagem política de um momento decisivo da formação brasileira, Leopoldina tornou-se uma das bases simbólicas e históricas do trabalho sediado em Viena.

Desde sua trajetória fundacional, a ABRASA adotou o 2 de setembro como marco de memória Brasil–Áustria e como referência para a celebração institucional do Dia do Brasil na Áustria, trazendo Leopoldina ao centro dessa relação e contribuindo para dar visibilidade ao protagonismo feminino na história da Independência.

DE VIENA, EM 2000, À CASA DA ÁUSTRIA MARIA LEOPOLDINA NA BAHIA

As bases desse projeto bilateral começaram a ser articuladas em Viena a partir de 2000, por meio de encontros, ações culturais e do Fórum Áustria–Brasil Movimento, criado no âmbito dessa construção institucional. Entre 2007 e 2008, essas articulações avançaram para a criação da Casa da Áustria Maria Leopoldina, em Salvador, dando ao Brasil uma extensão permanente do trabalho de aproximação já desenvolvido na capital austríaca.

Um dos precursores dessa etapa foi o historiador Dr. Ubiratan Castro de Araújo, então presidente da Fundação Cultural Palmares, que esteve em Viena em uma série de atividades vinculadas ao diálogo Brasil–Áustria. A partir daquele ciclo, a Casa passou a reunir, em diferentes momentos de sua trajetória, personalidades da cultura, da educação, da justiça e da memória brasileira que compreenderam a importância dessa ponte bilateral.

Entre os nomes que participaram dessa construção e de sua continuidade estão José Carlos Capinan (Capinam), poeta e letrista ligado ao Tropicalismo; Jorge Portugal, educador, poeta e compositor; Dra. Luislinda Valois, jurista e ex-ministra dos Direitos Humanos; Roberto Mendes, cantor, compositor e pesquisador da cultura do Recôncavo Baiano; Antônio Matéria, cantor, compositor e pesquisador; Dr. Marionelso de Carvalho; o ator Antônio Jorge Godi; Ilzimar Oliveira; Marte Planksteiner; Úrsula Montes; além de outros colaboradores que, em diferentes etapas, ajudaram a manter viva a Casa da Áustria Maria Leopoldina.

Mais do que uma estrutura formal, a Casa representa a continuidade brasileira de uma relação institucional iniciada em Viena. Ao reunir nomes de reconhecida atuação na cultura, na educação, na justiça, na memória e na sociedade civil, sua trajetória demonstra que essa construção bilateral não nasceu de uma ação isolada, mas de uma rede histórica de pessoas e instituições comprometidas com a aproximação entre Brasil e Áustria.

DO 2 DE SETEMBRO AOS DIAS 3 E 4: VIENA CONTINUA A HISTÓRIA

EVENTO 3 E 4 DE SETEMBRO DE 2026 — VIENA

Uma das etapas de uma série de ações desenvolvidas pela ABRASA e aprofundadas desde o ciclo do Bicentenário da Independência do Brasil, iniciado em 2022. A programação atual conecta memória, pesquisa e relações bilaterais, dando continuidade ao trabalho apresentado publicamente no 20 Plus, em 2025.

Em 2026, a celebração do 2 de setembro abre uma nova sequência de atividades. Nos dias 3 e 4, Viena recebe uma etapa histórico-científica da agenda construída pela ABRASA ao longo dos anos e aprofundada a partir do ciclo do Bicentenário da Independência do Brasil, iniciado em 2022.

A escolha das datas é estratégica: primeiro, recorda-se a presença austríaca em um dos momentos decisivos da formação do Brasil; nos dias seguintes, a reflexão se desloca para o outro sentido dessa relação e apresenta o trabalho que investiga a contribuição brasileira para capítulos importantes da história austríaca, especialmente o processo de reconstrução de sua soberania no século XX.

A iniciativa é idealizada e coordenada pela ABRASA, sob a liderança de sua presidente e fundadora, Queila Rosa, em conjunto com o historiador e antropólogo Dr. Uwe C. Plachetka, Diretor da ABRASA. Durante o encontro, Plachetka apresentará a metodologia histórico-científica desenvolvida para esse eixo, articulando pesquisa documental, memória, contexto histórico, antropologia e relações bilaterais.

A programação contará com a presença de convidados brasileiros, austríacos e internacionais, entre eles Michaele Maier, Werner Anzenberger, Christian Cwik, Heinz Gärtner, Norbert Hölzl, Maria Mesner, Wolfgang Maderthaner, Mônica Grin, Marcelo Cheche Galves, Romário Sampaio Basílio e Sergio Guerra Vilaboy.

Para a ABRASA, receber esses convidados significa abrir o seu próprio ecossistema institucional: compartilhar uma trajetória de mais de duas décadas e colocar em diálogo arquivos, experiências, pesquisa, memória e cooperação. A instituição agradece a presença e a disponibilidade de cada convidado em conhecer, compartilhar e dialogar com o trabalho desenvolvido.

A realização específica da atividade dos dias 3 e 4 de setembro conta com o patrocínio do KONAK.

20 PLUS: UM NOVO EIXO APRESENTADO PUBLICAMENTE EM 2025

A pesquisa apresentada agora não surgiu de forma isolada. Em novembro de 2025, durante uma série de atividades do jubileu institucional 20 Plus, que marcou mais de duas décadas de atuação, a ABRASA apresentou publicamente um novo eixo de investigação sobre a contribuição brasileira para a história da soberania austríaca.

Naquele mesmo ciclo, também ganhou nova visibilidade a extensão brasileira dessa trajetória: o Instituto Casa da Áustria Maria Leopoldina, em Salvador. Viena e Salvador passaram, assim, a reafirmar dois pontos institucionais de uma mesma ponte, ratificando uma relação construída por cultura, educação, memória, pesquisa e cooperação.

Desde então, esse eixo vem sendo aprofundado por meio de pesquisa documental, organização de acervo, diálogo com especialistas e identificação de personagens e redes históricas. A proposta é transformar esse percurso em legado, alimentando o livro e o documentário em desenvolvimento para o ciclo 2027–2030, além de exposições, atividades acadêmicas e novos desdobramentos no Brasil e na Áustria.

PESQUISA EM ARQUIVO: DO DOCUMENTO À MEMÓRIA PÚBLICA

O trabalho documental reúne registros históricos, fontes de arquivo, memória institucional e diferentes pistas de pesquisa que sustentam a metodologia apresentada no encontro e os futuros produtos editoriais da ABRASA.

UMA TRAJETÓRIA RECONHECIDA DOS DOIS LADOS

Ao longo de mais de duas décadas, essa trajetória foi acompanhada por representantes da vida pública, cultural, social, acadêmica e diplomática de Viena e do Brasil. Presenças, convites, parcerias, registros e interlocuções integram hoje o acervo documental da ABRASA e evidenciam a continuidade, a autoria institucional e a memória acumulada de um trabalho bilateral construído ao longo do tempo.

A ABRASA registra sua gratidão a personalidades, autoridades, parceiros e amigos que, em diferentes momentos dessa caminhada, acompanharam e fortaleceram suas iniciativas. Entre eles estão Ernst Woller, Peko Baxant, Sibylle Straubinger, Petra Bayr, Alejandro Peña, Sandra Frauenberger, Nicole Berger-Krotsch e Prof. Dr. Habiboullah Ndongo Bakhoum, além de tantos outros que integram essa memória coletiva.

A ABRASA registra também sua gratidão à Villa Fuchs e à família Fuchs pela relação de confiança e cooperação construída ao longo dos anos. Em diferentes momentos dessa trajetória, a Villa acolheu iniciativas da instituição e abriu suas instalações para encontros que também receberam representantes do governo brasileiro, contribuindo para aproximar interlocutores, cultura e memória entre Brasil e Áustria. A instituição recorda ainda, com especial reconhecimento, o saudoso Ernst Fuchs, cuja abertura e apoio permanecem registrados na história dessa construção bilateral.

No âmbito da representação brasileira, a ABRASA registra um agradecimento especial ao atual Embaixador do Brasil na Áustria, Eduardo Paes Saboia. Em mensagem pública, ao reconhecer na trajetória de sua presidente e fundadora, Queila Rosa, o “trabalho pioneiro em benefício das relações entre o Brasil e a Áustria”, o Embaixador destacou especialmente os projetos desenvolvidos nos campos da educação e da cultura e sua referência junto à comunidade brasileira. Para a instituição, essas palavras dialogam com uma história coletiva construída nesses mesmos campos de atuação bilateral.

*Lançamento do livro Amor Artificial, da escritora Aline Melo na Feira literária FLIM

 



*Lançamento do livro Amor Artificial, da escritora Aline Melo na Feira literária FLIM*

 

A aguardada obra "Amor Artificial", da escritora e cineasta Aline Melo, chega ao público com uma proposta instigante e atual: refletir sobre o que é o afeto e a conexão emocional na era da tecnologia. O livro será lançado no dia 11 de outubro de 2026, às 11h na Feira literária FLIM, de Mambucaba, no Rio de Janeiro. Mais informações no link: https://mambucaba.art.br/domingo/

 

O título “Amor Artificial” refere-se diretamente ao vínculo, à afeição e ao sentimento de companheirismo que muitas pessoas desenvolvem hoje com sistemas de inteligência artificial. A autora explora como essas relações se constroem, quais necessidades humanas elas atendem e quais questionamentos elas trazem: será possível sentir um amor genuíno por algo que não tem consciência? O que muda na nossa forma de amar, de se relacionar e de compreender os sentimentos quando dividimos nossa rotina e nossos segredos com uma máquina?

 

Com uma linguagem acessível e envolvente, Aline Melo convida o leitor a pensar sobre os limites entre o real e o virtual, sobre a solidão, a busca por compreensão e a transformação dos laços afetivos nos tempos atuais. Amor Artificial não traz respostas prontas, mas provoca uma reflexão profunda sobre o significado do amor, seja ele vivido com outro ser humano ou construído na interação com a tecnologia.

 

Mais informações sobre Aline Melo e como comprar livro:


Whatsapp: +5521 997504366 (Aline Melo)


Facebook: Produtora de Filmes Latinidade

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