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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Duo Vozmecê leva o Circuito TropicaPolca com shows, dança e documentário gratuitos a três campi do IFMS em Mato Grosso do Sul


 Duo Vozmecê leva o Circuito TropicaPolca com shows, dança e

documentário gratuitos a três campi do IFMS em Mato Grosso do Sul

 O duo Vozmecê realiza, na segunda semana de fevereiro, uma circulação

cultural em três cidades do interior de Mato Grosso do Sul, levando

apresentações musicais interativas, vivências em dança e a exibição de

documentário para estudantes dos campi do Instituto Federal de Mato Grosso

do Sul (IFMS) em Aquidauana, Dourados e Jardim. A iniciativa integra o

Circuito TropicaPolca, projeto cultural desenvolvido pelo próprio duo, com o

objetivo de ampliar o acesso à cultura, fortalecer a formação de público para a

música autoral sul-mato-grossense e valorizar as expressões culturais da

região de fronteira.

 Formado por Namaria Schneider e Pedro Fattori, o duo Vozmecê é

responsável pela concepção e realização do Circuito TropicaPolca, reunindo

ritmos tradicionais da fronteira sul-americana, como polca paraguaia,

chamamé, guarânia e catira, a uma estética contemporânea, marcada por

letras que abordam temas como igualdade de gênero, descolonização cultural

e preservação ambiental.

 Além dos shows, o projeto desenvolvido pelo Vozmecê contempla ações

formativas voltadas às juventudes da rede pública. Em cada cidade, o público

participa de um show interativo do duo, com vivência de danças regionais

conduzida pelo professor e pesquisador Felipe Arguilhera (UFMS), e da

exibição do documentário “Tropicapolca”, seguida de roda de conversa sobre

identidade regional e os processos de produção cultural independente em Mato

Grosso do Sul. Ao todo, o Circuito TropicaPolca realiza seis vivências artísticas,

sendo três apresentações musicais e três sessões do documentário.

 A proposta tem como público prioritário estudantes do ensino médio dos

campi do IFMS, especialmente jovens de baixa renda do interior do estado,

muitos deles com acesso restrito a programações culturais presenciais. Com

essa iniciativa, o duo Vozmecê busca fortalecer a formação de público para a

música autoral sul-mato-grossense, ao mesmo tempo em que promove a

valorização das culturas de fronteira e dos territórios onde as ações são

realizadas.

 O Vozmecê possui trajetória marcada pela circulação artística em 17 estados

brasileiros e por uma pesquisa estética voltada aos ritmos latino-americanos. O

espetáculo “Tropicapolca” é baseado no álbum audiovisual lançado pelo duo

em 2024, contemplado pela Lei Paulo Gustavo, que reúne 15 músicas e 15

vídeos produzidos de forma independente no estúdio dos próprios artistas.

 O show conta com banda completa e a utilização de instrumentos identitários

da região, como harpa paraguaia, viola caipira e flauta pífano, reforçando o

caráter multicultural e latino-americano da proposta artística do Vozmecê.

 Outro eixo central do Circuito TropicaPolca, realizado pelo duo Vozmecê, é a

acessibilidade cultural. Todas as apresentações contam com intérprete de

Libras em cena, e o documentário é exibido com janela de Libras,

audiodescrição e legendas descritivas. A equipe do projeto também passa por

formação em práticas inclusivas, garantindo condições de participação plena

para estudantes com deficiência.

“O Circuito Tropicapolca nasce do desejo de mostrar que a música autoral do

Mato Grosso do Sul dialoga com a nossa história, com a nossa fronteira e com

os dilemas do presente. Levar esse trabalho para dentro das escolas é uma

forma de fortalecer pertencimento, identidade e acesso à cultura”, afirma

Namaria Schneider, integrante do duo Vozmecê.

 Realizado por meio de edital de fomento à cultura, o Circuito TropicaPolca,

realizado pelo duo Vozmecê, integra uma estratégia de descentralização das

ações culturais no estado, levando arte, formação e audiovisual para regiões

que historicamente apresentam menor acesso a programações culturais

presenciais.

 Da Assessoria de Imprensa

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